PRAÇA JÚLIO PRESTES, Nº 16
01218 020 | SÃO PAULO - SP
+55 11 3367 9500
20
mai 2018
domingo 11h00 Concertos Matinais
Matinais: Osesp e Alsop


Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Marin Alsop regente


Programação
Sujeita a
Alterações
Pyotr Il'yich TCHAIKOVSKY
Sinfonia nº 6 em si menor, Op.74 - Patética

 

Este concerto conta com recursos de acessibilidade (Áudiodescrição). Para inscrições e mais informações, clique aqui.

INGRESSOS
  Gratuito
  DOMINGO 20/MAI/2018 11h00
 

Distribuição gratuita de ingressos a partir das 10h da segunda-feira anterior ao concerto, pela internet ou na bilheteria do 1º subsolo da Sala São Paulo.
Ingressos limitados a quatro por pessoa. 
Devido à grande procura, recomendamos que verifique se há disponibilidade de ingressos.


Informações: T 55 11 3223 3966.

Sala São Paulo
São Paulo-SP - Brasil

ATENÇÃO!

Confira aqui as rotas de trânsito na região por ocasião da Virada Cultural.

 

Notas de Programa

PYOTR IL’YICH TCHAIKOVSKY [1840-93]

Sinfonia nº 6 em Si Menor, Op.74 - Patética [1893]

ADAGIO. ALLEGRO NON TROPPO. ANDANTE

ALLEGRO CON GRAZIA


ALLEGRO MOLTO VIVA

CE
FINALE: ADAGIO LAMENTOSO

46 MIN

 


TCHAIKOVSKY

Sinfonia nº 6 em Si Menor, Op.74 - Patética


Com formação cristã, Tchaikovsky também viu na doutrina de São Tomás de Aquino um caminho para unir sua fé aos seus questionamentos filosóficos. A última de suas seis sinfonias, Patética, foi estreada nove dias antes de seu falecimento precoce aos 53 anos — Stravinsky esteve presente no concerto e no velório —, deixando sobre ambas uma aura de mistério.


Tchaikovsky morreu oficialmente de cólera, que contraiu pela ingestão (talvez proposital) de água contaminada. A teoria do possível suicídio baseia-se na perseguição que sofria por sua homossexualidade, então materializada em uma acusação que poderia levá-lo ao exílio na Sibéria. A música é repleta de silêncios que, metaforicamente, ainda ecoam nos dias de hoje.

 

Considerada pelo compositor como sua melhor e mais sincera obra (1), a Sinfonia nº 6 foi concebida rapidamente a partir de uma ideia programática preexistente (2), não publicada: a oposição entre vida e morte, talvez aludindo à adequação ou inadequação social de Tchaikovsky às constrições da época. O título Patética, adicionado após a estreia, remete à ideia de apaixonante — se no sentido literal ou figurativo de impulso à vida, não sabemos.


O início lúgubre, protagonizado pelo fagote, silencia para dar lugar a motivos animados das cordas. O primeiro movimento cresce para um clímax colossal, citando um tema da liturgia de réquiem ortodoxa, e se desfaz paulatinamente. O segundo movimento inspira-se nos minueto-trios mozartianos, e o terceiro é um tour de force contínuo. O caráter pungente do quarto movimento vem inspirando alusões à premente morte do compositor, especialmente pelo decrescendo pesaroso que silencia após um pianíssimo quase inaudível no final. Podemos imaginar, contudo, que ali a música se esvanece para continuar a soar em outras paragens, daqui incompreensíveis.

 

1. BROWN, David. Tchaikovsky: The Man and His Music. Faber & Faber, 2007, versão digital.


2. Tchaikovsky concebera a ideia para uma sinfonia que nunca se concretizou, reaproveitando parte dos materiais no Concerto para Piano nº 3.


JÚLIA TYGEL é pianista e professora na Faculdade de Música Souza Lima

e na EaD da UFSCar.
 É doutora em música pela USP com estágio

na City University of New York, como bolsista CAPES/Fulbright.