Temporada 2018
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ENSAIOS
Novos espaços de audição para o público e interação entre solista e orquestra no concerto para flauta Saccades, de Philippe Manoury
Autor: Michael Struck-Schloen
31/ago/2018
“Lugar de orquestra não é no museu. O seu futuro acabou de começar”. No século XXI, não julgaríamos serem possíveis (e necessárias) essas palavras contundentes do compositor francês Philippe Manoury. Pois a orquestra não experimentou desde 1945 todos os estágios de crítica e de questionamento, de reagrupamento e de fragmentação espacial, indo da performance à dissolução? Evidentemente, Manoury conhece a maioria desses experimentos, mesmo tendo nascido em 1952 e, portanto, fazendo parte de uma geração que se acostumou a lidar de forma mais livre com a tradição, preferindo debruçar-se sobre o processamento digital e a geração de música. Por isso, Manoury nunca se esquivou do grande aparato, tendo composto peças para as casas de ópera de Paris, grandes obras para orquestra com concepções de espaço especiais e, mais recentemente e com maior frequência, concertos para solistas. E a cada vez, ele demonstra como o aparato da orquestra, aparentemente tão pesado, pode ser extremamente flexível. Manoury tira a orquestra do museu – expandindo a citação inicial – e a traz de volta para a rua.
 
Entrevista: Gabriela Montero
Autor: Arthur Nestrovski
02/abr/2018
Há uma conexão óbvia entre Schumann, Chick Corea e peças de sua autoria, com respeito ao universo infantil. Além dos títulos, existe também uma relação musical? Eu quis criar um programa que servisse para contrastar o melhor de nós (a inocência) com o pior (a experiência da opressão). A luz contra a escuridão. As peças infantis de Schumann combinam perfeitamente com as de Chick Corea, a ponto de eu não fazer uma interrupção entre as duas obras. Quis criar esse fio musical que atravessasse séculos e estilos musicais e os unisse. Já minhas peças infantis não são compostas. Não há nada escrito. Não existe um plano. Eu as crio no momento, são improvisadas, e, assim como a infância, morrem e se tornam parte de uma experiência intangível. São uma lembrança para mim e para o público. A primeira parte do programa é de uma pureza e fragilidade muito especiais.
 
Entrevista: Marin Alsop | Too Hot to Handel
Autor: Renato Roschel
28/mar/2018
Uma mistura de gospel, jazz e música clássica. Essa é a proposta de Too Hot to Handel, projeto comandado, desde seu nascimento, pela regente titular da Osesp, Marin Alsop. Versão corajosa e contagiante da magistral obra O Messias, de George Frideric Handel, Too Hot to Handel é um trabalho desafiante de uma regente pioneira em muitos aspectos.
 
Entrevista: Marcos Thadeu e a Paixão 
pela Música
Autor: Paulo Verano e Renato Roschel
27/mar/2018
Em uma longa carreira voltada para a música clássica e para o ensino, não seria incorreto dizer que nas últimas décadas a música coral no Brasil é, em boa parte, resultado e reflexo da paixão desse mineiro pelo canto erudito. Marcos Thadeu forjou dezenas de cantores em diversos coros pelo país. Foi preparador vocal do Coro da Osesp por 17 anos. Nos últimos cinco anos, assumiu também a regência do Coro Acadêmico e acaba de assumir o Coro Juvenil da Osesp.
 
Entrevista: Philippe Manoury
Autor: Renato Roschel
26/mar/2018
Ele é um dos compositores mais importantes da atualidade, particularmente reconhecido pelo trabalho com música computacional. Philippe Manoury, que já viveu no Brasil e ensinou música clássica em um conservatório de São Paulo, será o compositor visitante da Osesp nesta temporada. Serão apresentadas duas de suas obras, o Concerto para Flauta, composta especialmente para Emmanuel Pahud, Artista em Residência da Osesp 2018, e o Quarteto de Cordas nº 1 — Stringendo, que será tocado pelo Quarteto Osesp.
 
Entrevista: Emmanuel Pahud / Artista em Residência
Autor: Renato Roschel, José Ananias Souza Lopes, Fabíola Alves e Sávio Araújo
26/mar/2018
Como o senhor organiza sua rotina de trabalho entre recitais, concertos e aulas? Não há rotina — cada dia traz informações e repertórios diferentes para diferentes encontros, acústicas e locais... É claro que preciso me manter em boa forma, o que não é difícil, afinal toco todo dia. Acredito que não precisarei me preparar especificamente para uma ou outra atividade enquanto estiver em boa forma em relação ao meu instrumento... Exercícios de aquecimento, é claro, são a primeira atividade de todo dia, realizados sempre antes de ir a algum ensaio ou concerto.
 
Richard Strauss: Sinfonia Alpina
Autor: Malcolm Macdonald
22/mar/2018
A Sinfonia Alpina (Alpensinfonie), de Richard Strauss, não é exatamente uma sinfonia. É, na verdade, o último poema sinfônico de uma trajetória iniciada em 1886 com Da Itália (Aus Italien) e que inclui obras-primas como Don Juan, As Alegres Aventuras de Till Eulenspiegel (Till Eulenspiegel), Assim Falou Zaratustra (Also Sprach Zarathustra) e Uma Vida de Herói (Ein Heldenleben). Foram essas obras que erigiram a reputação de Strauss como maior dramaturgo do som na Europa.
 
A Invenção da Brasilidade
Autor: Celso Loureiro Chaves
21/mar/2018
Francisco Mignone foi um dos inventores da brasilidade na música de concerto brasileira. Mas que brasilidade é essa inventada por ele? Todas as biografias se demoram na presença de Mário de Andrade. O próprio Mignone reconheceu — mesmo à medida que os anos avançaram — a marca andradeana na construção da sua voz pessoal: em 1947, na autocrítica “A Parte do Anjo”, Mário de Andrade é a corrente subjacente de parágrafos inteiros, vindo à superfície duas ou três vezes.
 
Improviso em Homenagem a Stravínski
Autor: Milan Kundera
20/mar/2018
O passado milenar da música que, durante todo o século XIX, saía lentamente das brumas do esquecimento, apareceu de súbito, por volta do meio do século XX (duzentos anos depois da morte de Bach), como uma paisagem inundada de luz, em toda a sua extensão; momento único em que toda a história da música está totalmente presente, totalmente acessível, disponível (graças às pesquisas historiográficas, graças aos meios técnicos, ao rádio, aos discos), totalmente aberta às questões que investigam seu sentido; a meu ver, é na música de Stravínski que esse momento do grande inventário encontra seu monumento.
 
Dialética da Sagração e Paradoxos da Primavera
Autor: Jorge De Almeida
20/mar/2018
Cem anos atrás, a ruidosa estreia de A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky [1913], colocou em pauta um novo arranjo na dialética entre civilização e barbárie. Em plena Belle Époque, a temporada da “mais ousada produção dos Ballets Russes” chocou e seduziu o cultivado público de Paris e de Londres.