UM RITMO ARREBATEDOR E UM SOM INUSITADO DOS BRASILEIROS.
Nelson Freire - solista (piano)

O concerto de terça-feira na Filarmonia foi uma prova de que a mesma música executada pela orquestra de outro continente soa de maneira bem diferente. "'La Mer" de Debussy ou o concerto de Rachmaninov, executados pelo excepcional Nelson Freire é um mundo de sons diferentes.

O concerto, patrocinado pelo embaixador Marcelo Jardim da Embaixada da Republica Federativa do Brasil, reuniu um público talvez menor do que o concerto de Nigel Kennedy de ontem, mas foi muito mais fascinante e interessante. Primeiro: o som de OSESP,que visitava a Polônia pela primeira vez, era mais "escuro", mais denso e intrigante. Segundo: a interpretação de Nelson Freire é bem diferente das execuções às quais os melômanos estão habituados. Terceiro:a arte de regência do maestro Neschling me deixou muito impressionada. E finalmente: como bis os músicos apresentaram sua música com alma brasileira, que empolgou o público com seu ritmo de dança.

Tradução de Janina Decol, voluntária da Osesp

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