Temporada Osesp: Alsop e Kriikku
Sala São Paulo
São Paulo-SP
Brasil
29 nov 12 quinta-feira 21h00
Pau-Brasil
30 nov 12 sexta-feira 21h00
Sapucaia
01 dez 12 sábado 16h30
Jequitibá
QUINTA-FEIRA 29/NOV/2012 21h00
Entre R$ 44,00 e R$ 149,00
SEXTA-FEIRA 30/NOV/2012 21h00
Entre R$ 44,00 e R$ 149,00
SÁBADO 01/DEZ/2012 16h30
Entre R$ 44,00 e R$ 149,00
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Marin Alsop regente
Kari Kriikku clarinete
Programa
Magnus LINDBERG
Parada
Concerto Para Clarinete e Orquestra
Sergei PROKOFIEV
Sinfonia nº 4 em Dó Maior, Op.112
bis solista
sexta
tradicional romeno
Nokh a Glezl Vayn (A second glass of wine)
 
sábado
Ora Bat CHAIM
Deine Söhne Seien Gesegnet (Blessed Are Your Sons)

Programação sujeita a alterações.
Notas de Programa


Durante o período que antecedeu a Segunda Guerra, Sergei Prokofiev associou-se a criadores de áreas artísticas diversas, entre eles o cineasta Sergei Eisenstein e o dramaturgo Meyerhold, além de Sergei Diaghilev, diretor do renomado Ballets Russes, que, em 1929, encomendou ao compositor a música para o espetáculo O Filho Pródigo, que a Osesp interpretou em julho. Seria a última colaboração de Prokofiev e Diaghilev, que morreu em agosto daquele mesmo ano, antes da estreia. Paralelamente à criação de O Filho Pródigo, Prokofiev escreveu a Sinfonia nº 4 em Dó Maior, Op.47, aproveitando o material criado para o balé, inclusive trechos recusados por Diaghilev. 
Estreada em 1930, a sinfonia foi recebida com frieza pelo público e pela crítica, entre crescentes comentários sobre o distanciamento do compositor dos ideais revolucionários. Dezessete anos mais tarde, Prokofiev, insatisfeito com a obra, decidiu reescrevê-la para tentar reeditar o sucesso da celebrada Sinfonia nº 5, de 1944. 
O tema bíblico do balé O Filho Pródigo, recorrente na literatura russa do século XIX e ligado à primeira versão da Sinfonia nº 4, precisava ser revisto pela óptica bolchevique. Tratava-se, enfim, de um típico exercício de adequação à doutrina do realismo socialista, difundida pela União dos Compositores Soviéticos, fundada por Stálin em 1932. A sinfonia resultante ficou tão distante da original que recebeu um novo número de Opus: 112. Esta é a versão ora apresentada pela Osesp. 
Prokofiev concentrou as principais modificações no início e no final do primeiro, do terceiro e do quarto movimentos, além de expandir a maior parte do material temático da versão original, ampliando a partitura em cerca de 15 minutos. A orquestração tornou-se mais densa com a adição de mais um clarinete, piano, harpa e outros instrumentos de percussão, além do farto uso dos metais graves. 

O primeiro movimento, escrito em forma-sonata, tem seções claramente demarcadas por mudanças de andamento e compasso. Inicia com a introdução lenta escrita para a nova versão, cuja melodia reaparecerá no segundo movimento. Segue-se o primeiro tema, de forte caráter rítmico, com acompanhamento das cordas em ostinato. A transição, baseada no mesmo material, conduz ao segundo tema, apresentado pela flauta, uma melodia expressiva em andamento mais lento. O desenvolvimento trabalha principalmente o primeiro tema levando à reexposição, onde ambos são recapitulados com variações.
O segundo movimento, “Andante Tranquillo”, baseado no episódio final do balé, foi aquele mais ampliado na revisão de 1947. Após uma breve introdução em que predominam arpejos, uma longa melodia surge na flauta e é repetida nas cordas com variações e constantes modulações. Ao final do movimento, o tema principal é ouvido densamente orquestrado para, pouco a pouco, retornar à atmosfera intimista do início.
Prokofiev aproxima-se do espírito do balé no scherzo e no trio do terceiro movimento. O tema do scherzo é apresentado nas cordas e reapresentado com variações, enquanto o trio traz uma textura ainda mais contrapontística. Após a repetição do tema na flauta, ouve-se a coda, uma orquestração cheia, em contraste com a atmosfera leve que permeia a maior parte do movimento.
(Composição X, Tela de Wassily Kandinsky, 1939)
O quarto movimento, “Allegro Risoluto”, consiste de episódios virtuosísticos para a orquestra, começando com a forte presença de metais, cordas em pizzicato, piano e percussão. O movimento tem um aspecto marcial, ainda que carregado de ironia.
Em 1948, enquanto Prokofiev concluía as revisões, a União dos Compositores Soviéticos decidiu banir sua música das salas de concerto, sob a acusação de formalismo. A Sinfonia nº 4, Op.112, estreou somente em 1950, na Inglaterra, em concerto da BBC Symphony Orchestra, com regência de Sir Adrian Bolt. Os russos teriam que esperar até 1957, quatro anos após a morte do compositor, para ouvi-la. 
João Guilherme Ripper é compositor e maestro. Sua ópera Piedade foi estreada este ano no Rio de Janeiro (com a Orquestra Petrobras Sinfônica, regida por Isaac Karabtchevsky), e representada no 43º Festival de Inverno de Campos do Jordão.




MAGNUS LINDBERG [1958] Compositor em residência

Parada [2001]

13 MIN

Concerto Para Clarinete [2001-2]

28 MIN


SERGEI PROKOFIEV [1891-1953]

Sinfonia nº 4 em Dó Maior, Op.112 [1947]

- Andante/Allegro Eroico

- Andante Tranquillo

- Moderato, Quase Allegretto

- Allegro Risoluto

38 MIN


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