Temporada Osesp: Shipway rege Schubert e Strauss
foto de Clive Barda
Sala São Paulo
São Paulo-SP
Brasil
20 jun 13 quinta-feira 21h00
Carnaúba
21 jun 13 sexta-feira 21h00
Paineira
22 jun 13 sábado 16h30
Imbuia
QUINTA-FEIRA 20/JUN/2013 21h00
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
SEXTA-FEIRA 21/JUN/2013 21h00
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
SÁBADO 22/JUN/2013 16h30
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Frank Shipway regente
Programa
Franz SCHUBERT
Abertura Rosamunde, D 644
Rosamunde, D 797: Música de Balé
Richard STRAUSS
Sinfonia Doméstica, Op.53

Programação sujeita a alterações.
Notas de Programa

A intensidade da vida musical de Viena no século XVIII e no início do XIX pode ser ilustrada por um riquíssimo número de personalidades que ali viveram. Se tivéssemos que reduzir esse número ao mínimo, certamente teríamos a sucessão Haydn, Mozart, Beethoven e Schubert. Apesar de não ter completado 32 anos, Franz Peter Schubert deixou um enorme número de obras, que compreendem cerca de 600 Lieder, nove sinfonias, 15 quartetos de cordas, música litúrgica, de câmara, para piano, óperas etc. Dentre essa extensa produção, há também alguma música incidental feita para o palco. É o caso de Rosamunde. Há mais de uma composição de Schubert identificada com o nome Rosamunde.
O título, originalmente, deve-se a uma peça de teatro — Rosamunde, Princesa do Chipre —, da escritora alemã Helmina von Chézy (1783-1856). Schubert escreveu a música incidental da peça, que estreou em dezembro de 1823 no Theater an der Wien. Foi um fracasso retumbante, encerrando a temporada após duas noites, sem nunca mais ser reapresentada.
(Richard Strauss E Sua Esposa, A Soprano Pauline De Ahna, C. 1910)
A música, no entanto, foi bem recebida. Von Chézy já havia tido apreciações negativas por seu libreto da ópera Euryanthe, de Carl Maria von Weber, estreada no mesmo ano. Dessa vez, a crítica foi ainda mais severa, afirmando que se tratava de um trabalho “totalmente insípido” e que a autora, “em um único ano, tinha sido a ruína de dois grandes compositores”.
Essa é, de toda forma, a origem da obra que conhecemos como Rosamunde D 797. Schubert não transformou a música numa peça orquestral, como seria de se esperar. Muito pelo contrário, ela caiu no esquecimento e só foi ouvida novamente em 1868, quando George Grove (pesquisador musical e fundador do dicionário que leva seu nome) e Arthur Sullivan (compositor que ficou conhecido pelas operetas escritas em parceria com o dramaturgo William S. Gilbert) fizeram sua famosa descoberta de uma série de manuscritos de Schubert — incluindo a Sinfonia Inacabada — em Viena.
O fato é que Schubert escreveu a partitura da música incidental da peça em apenas dois meses. Ela consiste de uma abertura e dez números para orquestra, coro e soprano: “Entreato nº 1”, “Música de Balé nº 1”, “Entreato nº 2”, “Romance”, “Coro Dos Espíritos”, “Entreato nº 3”, “Melodia Dos Pastores”, “Coro Dos Pastores”, “Coro Dos Caçadores”, “Música de Balé nº 2”.
A abertura dessa Rosamunde D 797 foi originalmente escrita em 1822 para outro trabalho: a opereta Alfonso und Estrella. Schubert ainda reutilizou a melodia bastante conhecida do terceiro entreato em seu Quarteto D 804 (também conhecido como Rosamunde) e no Impromptu Para Piano Op.142 nº 3. Além disso, há quem diga que o primeiro entreato da peça teria sido concebido na verdade como o movimento final da Sinfonia Inacabada. É comum ouvirmos partes dessa música, já que alguns trechos estão entre os mais conhecidos de Schubert. Mas a partitura completa, com cerca de uma hora de duração, é raramente tocada.
Já a Abertura Rosamunde D 644 foi escrita, no verão de 1820, para outra peça teatral: A Harpa Mágica, de Georg von Hofmann, melodrama encenado poucas vezes no Theater an der Wien. Aparentemente, ela nada tem a ver com a Rosamunde D 797, mas o nome teria sido associado por terem sido ambas editadas pela primeira vez juntas.
CAMILA FRÉSCA é jornalista, autora de Uma Extraordinária Revelação de Arte - Flausino Vale e o Violino Brasileiro (Annablume, 2010) e doutoranda na ECA-USP.




FRANZ SCHUBERT [1797-1828]
Abertura Rosamunde, D 644 [1823]
10 MIN
Rosamunde, D 797: Música de Balé
[1823]
16 MIN

RICHARD STRAUSS [1864-1949]
Sinfonia Doméstica, Op.53 [1904]
- Introdução
- Scherzo
- Wiegenlied (Canção de Ninar)
- Adagio
- Finale
44 MIN

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