Temporada Osesp: Tibiriçá e Jackiw
Sala São Paulo
São Paulo-SP
Brasil
04 jul 13 quinta-feira 21h00
Jacarandá
05 jul 13 sexta-feira 21h00
Pequiá
06 jul 13 sábado 16h30
Ipê
QUINTA-FEIRA 04/JUL/2013 21h00
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
SEXTA-FEIRA 05/JUL/2013 21h00
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
SÁBADO 06/JUL/2013 16h30
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Roberto Tibiriçá regente
Stefan Jackiw violino
Programa
Sergei PROKOFIEV
Sinfonia nº 1 em Ré Maior, Op.25 - Clássica
Wolfgang A. MOZART
Concerto nº 5 Para Violino em Lá Maior, KV 219 - Turco
Antonín DVORÁK
Sinfonia nº 8 em Sol Maior, Op.88

bis solista
quinta, sexta e sábado
Johann Sebastian BACH
Sonata nº 3 Para Violino Solo em Dó Maior, BWV 1005: Largo

Programação sujeita a alterações.
Notas de Programa
Depois de concluir seu Concerto Para Violino, durante uma idílica viagem de barco pelo rio Volga, Prokofiev prolongou seu refúgio em uma linguagem musical mais calma e “pura” planejando a conclusão de uma sinfonia “clássica”, projeto em que já havia trabalhado de maneira intermitente nos anos anteriores.
A inspiração fora dada, cinco anos antes, por Tcherepnin, cujo grande entusiasmo pelas sinfonias de compositores clássicos de fins do século XVIII, como Mozart e Haydn, se manifestara num período em que a obra deste último, em especial, quase não era executada.
Para Prokofiev, que antes desprezara Mozart, preferindo a música harmônica ricamente orquestrada e superaquecida de Alexander Scriabin, seu estilo bem definido e disciplinado e sua orquestração econômica, sem deixar de ser provocativa, foram uma revelação. [...]
A obra resultante, luminosa, alegre e de uma elegância cômica, tornou-se uma de suas composições mais conhecidas e admiradas. Foi o próprio autor quem lhe deu o título de Clássica, “para provocar”, com a secreta esperança de que o nome se provasse adequado “caso a sinfonia se transformasse de fato numa peça clássica e fosse incluída no repertório musical”. No final, a première ocorrida no ano seguinte não foi recebida como uma provocação: a sinfonia simplesmente encantou o público.
DANIEL JAFFÉ, SERGEY PROKOFIEV (PHAIDON, 1998).
TRADUÇÃO DE IVAN WEISZ KUCK.




Em 1775, dois anos após ter assumido o cargo de mestre de concertos da corte do Príncipe-Arcebispo Colloredo, em Salzburgo, Wolfgang Amadeus Mozart compôs seus cinco concertos para violino e orquestra, todos em três movimentos. O Concerto nº 5 KV 219 é provavelmente o concerto para violino mais apresentado do mundo. É também o mais elaborado da série composta por Mozart, com exigências técnicas inéditas para o instrumentista. Embora seja claramente construído dentro da tradição do concerto de câmara do Classicismo, ele se aproxima muito daquilo que será o típico concerto para instrumento e orquestra do século XIX. Estreou em 20 de dezembro de 1775, como parte das grandes festividades natalinas em Salzburgo, tendo como solista provavelmente o próprio compositor, que, aos dezenove anos de idade, era tão grande violinista quanto pianista.
Talvez por ter composto, naquele mesmo ano, duas obras para o palco lírico – A Falsa Jardineira e O Rei Pastor –, Mozart ainda estivesse imbuído do espírito teatral, e conferiu a este último concerto para violino um caráter claramente operístico. A alternância de três andamentos no primeiro movimento nos traz à mente uma gran scena onde o protagonista é o violino solista. Após o allegro aperto, majestoso e enérgico, com seu tutti orquestral colorido pelo som cálido das trompas, o solista faz sua entrada – como uma prima donna em sua ária – em um delicado adagio, para depois introduzir um novo tema, baseado no mesmo motivo que ouvimos na abertura enquanto a orquestra retorna ao allegro aperto.
O segundo movimento, um adagio muito expressivo apesar de sua singela construção, é impregnado de um lirismo que convida à meditação serena.
O movimento final, adotando o mesmo procedimento dos dois concertos para violino anteriores, tem a forma francesa de um rondó, chamado pelo autor de tempo di menuetto. Nele, uma célula ascendente de cinco notas, já ouvida na abertura do primeiro movimento, surge nas trompas para depois ser retomada pelo violino solista. Esta célula se repetirá várias vezes entre os episódios do rondó até a irrupção de um interlúdio em Lá Menor, que Mozart adaptou da “música turca” por ele composta dois anos antes, em Milão, para o balé Le Gelosie del Seraglio (O Ciúme do Harém) de sua ópera Lucio Silla. Após este episódio – responsável pelo apelido de “concerto turco” por meio do qual a obra é conhecida –, o violino conduz a melodia novamente ao tempo di menuetto com uma cadência. O concerto termina de forma suave, com a frase ascendente de cinco notas executada ao mesmo tempo pelo solista e pelas trompas.
Yehudi Menuhin, um dos magos do violino do século XX, amava o Concerto nº 5, e nos conta como se apaixonou por ele: “Vi-me completamente seduzido pelas passagens em Lá Menor que dão ao Concerto o cognome “turco”. Como poderia meu senso de humor ter estado tão embotado a ponto de não perceber esse delicioso episódio surpreendendo o minueto clássico com brincadeiras militares turcas? [...] Mozart, tendo encontrado o caminho do meu coração com truques orientais e encanto burlesco, logo me envolveu com seu mais ínfimo ornamento.” 
SERGIO CASOY é autor de Ópera em São Paulo: 1952- 2005 (Edusp, 2007).









SERGEI PROKOFIEV [1891-1953]
Sinfonia nº 1 em Ré Maior, Op.25 - Clássica [1916-7]
- Allegro
- Larghetto
- Gavotta: Non Troppo Allegro
- Finale: Molto Vivace
15 MIN

WOLFGANG A. MOZART [1756-91]
Concerto nº 5 Para Violino em Lá Maior, KV 219 - Turco [1775]
- Allegro Aperto
- Adagio
- Rondeau: Tempo di Menuetto - Allegro - Tempo di Menuetto
31 MIN

ANTONÍN DVORÁK [1841-1904]
Sinfonia nº 8 em Sol Maior, Op.88

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