Temporada Osesp: Tortelier e Schmid
Benjamin Schmid
Sala São Paulo
São Paulo-SP
Brasil
19 set 13 quinta-feira 21h00
Jacarandá
20 set 13 sexta-feira 21h00
Pequiá
21 set 13 sábado 16h30
Ipê
QUINTA-FEIRA 19/SET/2013 21h00
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
SEXTA-FEIRA 20/SET/2013 21h00
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00
SÁBADO 21/SET/2013 16h30
Entre R$ 28,00 e R$ 160,00


No dia 19 de setembro, às 20h00, os alunos da Academia de Música da Osesp fazem uma apresentação com repertório surpresa na Sala Carlos Gomes, minutos antes da aula Falando de Música. Chegue um pouco mais cedo e aproveite!

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Yan Pascal Tortelier regente
Benjamin Schmid violino
Programa
Johannes BRAHMS
Concerto Para Violino em Ré Maior, Op.77
Witold LUTOSLAWSKI
Concerto Para Orquestra

bis solista
quinta e sábado
Heinrich Ignaz Franz von BIBER

Passacaglia Para Violino Solo em Sol Menor

sexta
Nathan Mironovich MILSTEIN

Paganiniana


Witold Lutoslawski é o Compositor Transversal da Temporada Osesp 2013.
Leia o ensaio Sinceridade Máxima da Expressão: A Música de Witold Lutoslawski, de Henryk Siewierski [UnB].

Programação sujeita a alterações.
Notas de Programa
Vista da Cidade de Portschach Am Worthersee, C. 1880; Foto de Alois Beer
Na primavera de 1878, Brahms fez sua primeira viagem à Itália, deixando-se invadir pelo clima ensolarado e pela facilidade melódica do país. No verão, foi para a cidadezinha de Pörtschach, na Áustria, lugar de veraneio perto da fronteira italiana. Era uma das cidades favoritas de Brahms para passar o verão, às margens de um lago cujas águas se colorem de um azul brilhante e profundo, cercado por gramados verdejantes e casinhas pitorescas, sempre com um jardim florido. Nesse lugar calmo e sorridente, Brahms compôs seu Concerto para Violino, uma obra que irradia felicidade.
Brahms não tinha muita familiaridade com a técnica do violino. Assim, foi seu amigo Joseph Joachim, grande intérprete, quem opinou durante a composição e revisou a obra do ponto de vista técnico. O concerto é dedicado a ele, a quem Brahms escreveu: “Há algumas desculpas para que o Concerto tome seu nome, porque você é mais ou menos responsável pela parte do violino”. Joachim seria o intérprete da estreia, que ocorreu no dia 1º de janeiro de 1879, em Leipzig.
O primeiro movimento dura mais do que os dois outros reunidos. Abre-se de modo amplo e apaixonado, desenrola-se com uma “serenidade viril”, como escreveu um crítico, serenidade que não é desprovida de energia, e termina com a linha aérea do violino, que paira sobre as pontuações rítmicas da orquestra. Esse movimento prevê uma cadência, que não foi escrita por Brahms.
Alguns violinistas célebres, como Leopold Auer e Fritz Kreisler, deixaram suas versões por escrito, mas a mais executada é a do próprio Joachim, que parece pertencer organicamente à obra. 
O segundo movimento começa por uma melodia destinada ao oboé. Pablo de Sarasate detestava o Concerto e nunca o interpretou; dizia que o solista era obrigado a permanecer como ouvinte, enquanto o oboé desenrolava a única melodia
de toda a obra... Na verdade, trata-se de uma introdução etérea, preparando a entrada do violino, que retoma calorosamente o mesmo tema. Ao longo de todo o movimento, que termina luminoso, o violino dialoga de modo privilegiado com o oboé.
O terceiro movimento incorpora uma melodia de inspiração cigana. Oferece a impressão de uma espontaneidade vibrante e exige virtuosismo do solista. O ritmo é tomado por uma embriaguez dionisíaca, que evoca as Danças Húngaras, do próprio Brahms.
[2004] Jorge Coli é professor na área de história da arte e da cultura na Unicamp e autor de A Paixão Segundo a Ópera (Perspectiva, 2003).




JOHANNES BRAHMS [1833-97]
Concerto Para Violino em Ré Maior, Op.77 [1878]
- Allegro Non Troppo
- Adagio
- Allegro Giocoso, ma Non Troppo Vivace
38 MIN

WITOLD LUTOSLAWSKI [1913-94]
Concerto Para Orquestra [1954]
- Intrada
- Capriccio - Notturno e Arioso
- Passacaglia - Toccata e Corale
28 MIN

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